Geddel e Lúcio devem pagar indenização no valor de R$ 51 milhões e ter bens confiscados pela PGR

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Na denúncia apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (4), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), a mãe deles, Marluce, e o empresário Luiz Fernando Machado da Costa Filho paguem uma indenização no valor de R$ 51 milhões, por danos morais coletivos.

“[A PGR requisita] indenização por danos morais coletivos, solidariamente, nos termos do art. 387-1V do Código de Processo Penal, no valor equivalente a R$ 51.000.000,00 (cinquenta e hum milhões de reais) – urna vez que os prejuízos decorrentes da lavagem de dinheiro são difusos e pluriofensivos (ordem econômica, administração da justiça e também os bens jurídicos protegidos pelos crimes antecedentes) e impedem o financiamento de serviços públicos essenciais”, diz a denúncia.

O valor da indenização é correspondente ao montante apreendido em um “bunker”, localizado em um apartamento no bairro da Graça, em setembro.A chefe do Ministério Público solicitou ainda na denúncia a perda, em favor da União, de todos os bens, direitos e valores relacionados, direta ou indiretamente, aos crimes apontados contra os réus, entre os quais os R$ 51 milhões encontrados no apartamento da capital baiana.

Dogde, solicitou também o confisco das participações societárias de três empresas da família Vieira Lima nas incorporações da Cosbat Empreendimentos Imobiliários, companhia de Luiz Fernando Machado da Costa Filho.

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