Após prisão de Rogério 157, moradores dizem que traficantes comemoram na Rocinha

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Os tiros ouvidos na Rocinha após a prisão de Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, revelaram que, apesar de o morro estar hoje sob o domínio do Comando Vermelho, muitos criminosos ainda apoiam Antônio Bonfim Lopes, o Nem, que está preso em Rondônia e pertence à facção rival, que dominava a favela até o rompimento entre os dois. Não foram tiros de confronto, garantiram alguns, mas de comemoração.

Segundo um morador da região, a maioria temia Rogério 157, que extorquia o comércio e os serviços da comunidade em ações semelhantes às da milícia.

Ele e um grupinho dele, além de achacar, também esculachavam os mototaxistas e os comerciantes – contou um trabalhador sem se identificar.

Com a prisão de Rogério 157, o medo é que o ADA tente retomar seu espaço. Segundo os moradores, a preocupação agora é com a possibilidade de uma nova tentativa de invasão pela quadrilha do Complexo de São Carlos.

A gente tem ouvido este zum zum zum direto. Mas, se vier, a coisa vai ser complicada. Tem uns 200 caras lá no Terreirão montados com fuzis – garantiu um outro morador, que afirma que muitos ainda são leais ao traficante Nem, e poderiam mudar de lado em caso de uma nova tentativa de invasão:

Isto acontece muito entre eles na hora de disputar o poder. O Vasco tinha saído da cadeia havia apenas dois meses e foi morto pelo 157 , no golpe de estado em que morreu também o Perninha.

Durante todo o dia a comunidade aparentou uma certa tranquilidade e alguns moradores acompanhavam as notícias sobre a prisão em televisores e rádios de quiosques, restaurantes e outros pontos.

Que comédia a polícia fazer selfie com o cara – comentou um cobrador de ônibus, enquanto comia em um dos restaurantes na Via Ápia.
Fonte: O globo

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