Presidente do Comitê Organizador da Copa de 2018 deixa cargo após escândalo de doping

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Vitaly Mutko, da Rússia, prepara defesa após ser banido dos Jogos Olímpicos. Vitaly Mutko, braço-direito do presidente russo Vladimir Putin, deixou nesta quarta-feira o comando do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Mutko, que já atuou também como ministro do Esporte no país, já havia se afastado temporariamente da presidência da Federação Russa de Futebol no início desta semana.

De acordo com a agência de notícias “AFP”, Mutko decidiu renunciar aos cargos para se concentrar em sua defesa depois de ter sido banido dos Jogos Olímpicos, no começo de dezembro. O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu vetar a participação da Rússia nos Jogos de Inverno de Pyeongchang, em 2018, devido aos indícios de um esquema de doping com atletas russos coordenado pelo governo.

Mutko, considerado peça-chave do escândalo, foi banido de ter participação em quaisquer edições das Olimpíadas no futuro. O dirigente russo ingressou com recurso no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) nesta quarta-feira.

Com a saída de Mutko, o Comitê Organizador da Copa de 2018 fica sem comando a pouco mais de seis meses da estreia da Rússia no Mundial. O governo do país ainda não anunciou oficialmente o substituto na organizaçao da Copa. De acordo com o próprio Mutko, no entanto, o cargo ficará com Alexei Sorokin, que foi o chefe da candidatura da Rússia à Copa do Mundo.

Ainda há muito trabalho, mas tenho certeza absoluta que tudo ficará pronto a tempo – declarou Mutko.

Na Federação Russa de Futebol, Mutko será substituído temporariamente pelo ex-diretor-geral da entidade, Alexander Alayev. A princípio, Alayev assumirá a federação por seis meses.

Mutko, de 59 anos, foi um dos mentores da candidatura vitoriosa da Rússia para o posto de sede da Copa do Mundo de 2018. Político de carreira, o dirigente esportivo foi ministro do Esporte de 2008 a 2016, nos governos de Dmitry Medvedev e do atual presidente Vladimir Putin, que promoveu Mutko a vice-primeiro-ministro em 2016.

 

Fonte: oglobo

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