Você sabe como o prefeito e o vereador de sua cidade rouba?

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roubo-politicosA política está cada dia mais suja e recheada de bandidos travestidos de homens de bem que chegam ao poder através da compra de votos financiada com dinheiro do próprio eleitor que se vende achando que é a pessoa mais esperta do mundo, mal sabe este eleitor que este dinheiro que hoje recebe do candidato, será o que irá faltar nas escolas, no saneamento básico, na pavimentação do bairro e entre tantas outras áreas carentes de recursos, nos hospitais, onde este mesmo eleitor um dia poderá precisar ser atendido e será rejeitado na porta, independente da gravidade do caso, ou então se não ele, sua esposa grávida que também será rejeitada e poderá ver seu filho morrer na porta do hospital sem que ninguém lhe dê assistência médica, como aconteceu com as mães do Brasil.

COMO UM POLÍTICO ROUBA? VEJA AS MAIS COMUNS E PRATICADAS:

Fraude em licitação, superfaturamento ou carta convite. Porquê, em cidades pequenas, é tão mais fácil o seu candidato se apropriar do dinheiro do povo.

Assim como eu, você também deve ficar escandalizado com a cara-de-pau de alguns políticos que metem a mão nos cofres públicos como se estivessem sacando dinheiro da própria conta.

Vamos tentar entender os motivos que levam alguns políticos a seguir o caminho, ou melhor, os descaminhos, que os colocam à margem da sociedade e em pé de igualdade com os bandidos da pior espécie.

O debate sobre a corrupção ficou cada vez mais frequente no país nos últimos anos. Casos como o mensalão e os escândalos da Petrobras mantiveram o assunto no topo do noticiário e revelaram diversos esquemas de desvio de dinheiro público que drenam recursos do país.

Muitos cientistas políticos dizem que o que aumentou não foram os atos de corrupção, mas a percepção da corrupção, já que instituições como a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário teriam atuado de maneira mais dura.

Independentemente dos motivos, a população teve contato com vários modos de usar o Estado para fins ilícitos. Veja aqui tipos mais comuns de corrupção e quem pode estar ficando com o seu dinheiro e quanto podemos estar perdendo com tudo isso.

Funcionários fantasmas

Esquema comum entre presidentes do Legislativo. O orçamento de casas legislativas normalmente é grande, e há bastante liberdade para que se contratem comissionados, que não dependem se aprovação em concurso.

A ideia aqui é pagar um pequeno valor para alguém que “empresta” seu nome e documentos. A pessoa é registrada como se trabalhasse no local, embora não precise comparecer. Alguém gerencia as diversas contas e desvia os recursos mensalmente para seu destino final.

Como combater: menos cargos comissionados; transparência de cartão-ponto.

Compra/venda de votos

Num modelo comum, o chefe do Executivo, interessado em ter condições de aprovar seus projetos, oferece dinheiro ou vantagens para formar maioria no Legislativo. Esse dinheiro, tipicamente, é desviado do caixa do próprio governo ou prefeitura por meio de outros esquemas fraudulentos.

Além de fazer com que se perca dinheiro público, o esquema é duplamente danoso por fazer com que a vontade da sociedade não seja atendida por seus representantes: as votações são deformadas em nome do interesse político e econômico.

Casos típicos: no governo Fernando Henrique Cardoso, ficou famosa a denúncia de compra de votos para aprovar a emenda da reeleição. O caso mais famoso, porém, é o mensalão organizado pelo PT a partir de 2003.

Potencial de desvio: estima-se que o mensalão possa ter desviado mais de R$ 100 milhões.

Como combater: acompanhando o patrimônio de parlamentares; acompanhando votações de partidos; transparência das contas do governo.

Caixa dois

Muitas campanhas têm denúncias de caixa dois. Já teve gestor quem chegou a dizer que “todo mundo” adota a prática. No fundo, trata-se de esconder parte do dinheiro usado na campanha, que em teoria tem todos os recursos declarados para a Justiça Eleitoral.

Há vários motivos para que as doações ocorram “por fora”. Pode ser para não deixar transparecer que a campanha foi milionária; para não revelar que certas empresas ou pessoas financiaram o candidato; ou para ocultar dinheiro sujo que não pode ser declarado (o que inclui desvio de dinheiro público).

Caso típico: o caso mais documentado talvez tenha sido de um ex-prefeito do Paraná, em sua reeleição. Um livro contábil com supostas movimentações ocultas surgiu, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) arquivou o caso alegando que as provas foram obtidas de maneira ilícita. Em outro caso, ainda não comprovado, um auditor fiscal disse ao Gaeco que dinheiro desviado na Receita Estadual teria abastecido a campanha do governador em 2014.

Potencial de desvio: uma campanha para prefeito, por exemplo, pode custar bem mais de R$ 1 milhão.

Como combater: há quem defenda o fim do financiamento privado; maior fiscalização; participação mais ativa da Justiça Eleitoral.

Fraude em licitações

O principal meio de desvio de recursos públicos no Executivo segue sendo a contratação de empresas e ONGs “amigas”. Há vários motivos para esse tipo de desvio. Um deles é quando alguém na hierarquia do Executivo com poder de decisão recebe propina de uma empresa interessada em tocar a obra.

Mas pode haver conluio para outras finalidades. Por exemplo: contratação que permita o desvio de recursos para formação de caixa de campanha. Ou contratação de empresas que facilitem o desvio de recursos para enriquecimento ilícito.

Caso típico: o petrolão, esquema de desvio de recursos da Petrobras, tinha como ponto de partida um cartel de empresas que negociava com a estatal quem venceria cada contrato.

Potencial de desvio: a Petrobras admite que os desvios por corrupção na estatal chegam a R$ 6 bilhões.

Retenção de salários

Parlamentares não têm acesso a um grande orçamento. O dinheiro que eles controlam é unicamente o de seu gabinete. Mas isso não é pouca coisa. Assim, um esquema comum que já foi descoberto várias vezes é o vereador que contrata pessoas em seu gabinete sob a condição de que o contratado “devolva” parte do salário para o titular do mandato.

Potencial de desvio: em cada gabinete, o desvio é pequeno, mas na soma de muitos gabinetes, pode representar um desvio milionário por mês.

Como combater: menos cargos; funcionários concursados substituindo comissionados; transparência de horários de cartão-ponto.

Como combater: mudanças na Lei de Licitações e Contratações; transparência.

Apesar desta triste realidade que mesmo ilegal muitos acham normal, deixo minha humilde sugestão ao eleitor consciente e ao corrupto.

Não importa se quem está do seu lado vive a se corromper, você não precisa ser igual, saiba que mesmo que os outros não reconheçam, suas noites de sono serão tranqüilas, pois em momento algum sua consciência irá pesar por você ter contribuído com o sofrimento de milhares de pessoas que dependem dos recursos desviados que muitos receberam para votar em quem engana, rouba, manda matar e ainda posa de honesto e de homem de bem.

E a você corrupto eleitor, ainda a tempo de se arrepender e dormir com a consciência limpa, pois:

A CORRUPÇÃO MATA, E O PRÓXIMO PODE SER VOCÊ!

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