Testemunha acusa vereador e miliciano por morte de Marielle Franco

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Uma testemunha envolveu o vereador Marcello Siciliano e o ex-policial Orlando Oliveira de Araújo na execução da vereadora e defensora dos direitos humanos Marielle Franco, morta em 14 de março passado, revelou nesta terça-feira o site do jornal O Globo.

Segundo a testemunha, Siciliano e Araújo, atualmente detido, estavam irritados com as ações comunitárias de Marielle Franco na zona oeste do Rio, onde o vereador tem interesses eleitorais e o ex-policial dirigia uma milícia.

Araújo “era uma espécie de capataz” de Siciliano, disse a testemunha, que teria trabalhado como segurança do miliciano e citou datas e locais dos encontros entre o ex-policial e o vereador.

Preso no ano passado, Araújo teria ordenado a morte de Marielle de sua cela, afirma a testemunha.

Siciliano manifestou à AFP seu “total repúdio à acusação de que eu queria a morte de Marielle Franco”. Esta acusação “é totalmente falsa, não conheço “Orlando da Curicica” e acho uma covardia tentarem me incriminar dessa forma”.

“Marielle, além de colega de trabalho, era minha amiga. Tínhamos projetos de lei juntos. Essa acusação causa um sentimento de revolta por não ter qualquer fundamento. Eu, assim como muitos, já esperava que esse caso fosse elucidado o mais rápido possível. Agora, desejo ainda mais celeridade”, disse Siciliano.

O deputado federal Chico Alencar, do PSOL de Marielle Franco, declarou à AFP que na manhã desta terça-feira um grupo de legisladores se reuniu com o delegado encarregado do caso e “esta informação (sobre os dois supostos envolvidos) não foi mencionada”.

As revelações de O Globo são “mais uma linha de investigação que se abre e precisa ser aprofundada”, avaliou Chico Alencar.

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