Demissão de Pedro Parente repercute entre parlamentares e presidenciáveis

1712 views

pedro-parente

Após dois anos no cargo, Pedro Parente pediu demissão da presidência da Petrobras. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (1) em meio a crise de desabastecimento causada pela greve dos caminhoneiros. A mobilização começou após a alta no preço dos combustíveis. Em poucos minutos o assunto ganhou repercussão entre parlamentares e presidenciáveis.

O presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (MDB-CE), afirmou que faltou visão política no comando da estatal. “O presidente de uma empresa monopolista como a Petrobras, precisa reunir visão empresarial, sensibilidade social e responsabilidade política. A ANP deve ter participação mais ativa na formação dos preços dos combustíveis”, escreveu em seu perfil no Twitter.

Já a líder do MDB no Senado, Simone Tebet (MS), ressaltou os resultados positivos da gestão. “”Pedro Parente foi fundamental para a recuperação da Petrobras, diante das dificuldades em que ela se encontrava. Ele deixa marcas importantes: não lhe falta competência, nem credibilidade. Não faltou gestão, mas, sensibilidade para entender o momento pelo qual o Brasil atravessa, e fazer da Petrobras um instrumento de desenvolvimento e justiça social, também atribuições da Estatal”, afirmou em nota.

Em uma base rachada, outro parlamentar o MDB, Roberto Requião, chegou a defender a saída de outras autoridades da equipe econômica. “A demissão de Parente se for seguida com a demissão de seus iguais no conselho de administração, da diretoria da Petrobras, é positiva. Mas não basta, a alma do processo está na Ponte para o futuro, e no ministério da Fazenda.Este deve sr o próximo passo?”, escreveu no Twitter.

Oposição
Políticos de partidos de oposição comemoraram a demissão. A pré-candidata à Presidência da República do PCdoB, Manuela D’avila, defendeu que Pedro Parente atendia a interesses empresariais. “Ouvi Eliseu Padilha [ministro da Casa Civil] dizer em entrevista que Pedro Parente não podia ser afastado da Petrobras porque fazia parte da equipe dos sonhos de Temer. Sonho do mercado, pesadelo de milhões. Já foi tarde”, escreveu.

Em perfil no Twitter, o presidenciável do Psol, Guilherme Boulos, criticou a política de preços. “Pedro Parente já vai tarde. A desastrosa política de preços da Petrobras e a privatização branca causaram um estrago que o povo brasileiro está sentindo no bolso. Parente já foi, agora falta o Temer!”, afirmou no Twitter.

O líder do PT no Senado, Lindbergh Farias, defende uma mudança no modelo de gestão da Petrobras. “E um dos maiores culpados pela crise do combustível caiu! Agora exigimos que acabem com a política privatista que tomou conta da Petrobras e do petróleo brasileiro depois do golpe!”, escreveu em seu perfil no Twitter.

Print Friendly