Políticos são presos em dia de eleições no Tocantins

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Entre os detidos está o vice-prefeito de Carrasco Bonito, Manoel Messias de Freitas (MDB) e o vereador de Alvorada, Aldomilton Leão (PT).

Durante as eleições suplementares que ocorrem neste domingo (3) no Tocantins, cinco políticos foram presos por suposto crime eleitoral, entre eles compra de votos. O estado escolhe um governador interino com mandato válido até dezembro de 2018.

Entre os detidos está o vice-prefeito de Carrasco Bonito, Manoel Messias de Freitas, eleito pelo MDB e o vereador de Alvorada, Aldomilton Leão (PT). Eles são suspeitos de transporte irregular de eleitores.

Também foram atuados e devem responder processo o vereador Adriano Santiago (PPS), da cidade de Miranorte; o vice-prefeito de Pium, Domingos Borges (PSDB), e o vice-prefeito de Dois Irmãos, Lourenço Oliveira da Luz (PDT).

Ainda no município de Dois Irmãos, uma mulher foi presa por suspeita de boca de urna. Outro civil, um homem, foi preso pela suspeita do mesmo crime, em Tupirama.

No Tocantins, mais de 1 milhão de pessoas estão aptas para ir às urnas e eleger um novo governador e vice, já que os eleitos em 2014 – Marcelo Miranda e Cláudia Lélis – tiveram os diplomas cassados após serem condenados por crime de caixa dois na campanha.

Eleições
Ao Palácio Araguaia, sete candidatos concorrem: Katia Abreu (PDT), Marcos de Souza Costa (PRTB), Carlos Amastha (PSB), Márlon Reis (Rede), Mário Lúcio Avelar (PSOL), Mauro Carlesse (PHS) e Vicentinho (PR).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou em março o mandato do governador de Tocantins, Marcelo Miranda (MDB), e da vice-governadora, Cláudia Lelis (PV). A decisão atendeu a foi um recurso do Ministério Público (MP) depois que o Tribunal Regional Eleitoral de Tocantins (TRE) absolveu então chefe do Executivo local da acusação de caixa 2. Na época, a primeira instância da Justiça eleitoral alegou que não haviam provas para condenação do governador.

O processo foi iniciado após a apreensão de R$ 500 mil em espécie em um avião na cidade de Piracanjuba (GO). A bordo, estavam também milhares de santinhos da campanha de Miranda.

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