Álbum de figurinhas: quase metade do preço é imposto

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A elevada carga de impostos do Brasil não poupa nem mesmo a Copa do Mundo. Quase metade do preço do álbum de figurinhas (43,19%) é imposto. Torcer com a camisa oficial da Seleção Brasileira não sai barato – o valor médio está em cerca de R$ 250 –, mas um terço desse valor (34,67%) ou R$ 86,67 vai para os cofres públicos.

A carga tributária alta não livra nem mesmo a bandeira do Brasil: o percentual é de 36,2%. O levantamento é da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que acompanha o pagamento de impostos no país através do Impostômetro, um painel localizado no Centro de São Paulo. O estudo foi encomendado ao Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Entre os itens bastante consumidos nesta época com mais altas tributações estão caipirinha (76,6%), fogos de artifício (61,56%), cerveja (55,6%), bola de futebol (48,49%) e refrigerante (46,47%).

“O que mais onera é a incidência conjunta do ICMS com o IPI, pois os dois impostos possuem altas taxas e por isso vão pesar mais no bolso do torcedor”, explica Alencar Burti, presidente da ACSP.

Chamam atenção o peso da buzina (45,59%) e do televisor (44,94%). Já com taxas na casa dos 30% estão salgadinho (37,3%), chuteira e tinta (36,17%), pipoca (34,99%) e bexiga e corneta (34%).

“O brasileiro é um dos povos que mais pagam impostos do mundo. No entanto, é um dos que menos veem os valores pagos revertidos em serviços públicos. Esse é um jogo que todos os brasileiros ainda precisam vencer”, conclui Burti.

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