Justiça do DF torna Geddel réu por improbidade

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O ex-ministro Geddel Vieira Lima agora é réu em processo por improbidade administrativa. Nesta segunda-feira (9), a Justiça Federal em Brasília aceitou denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que acusa Geddel de pressionar o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero a produzir “parecer técnico favorável aos seus interesses particulares”.

O caso levou o ex-ministro a pedir demissão em novembro de 2016. Geddel sempre negou as acusações, mas também deixou o cargo após a polêmica gerada.
Na época, o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero deu entrevista alegando ter sofrido pressão de Geddel para liberar a construção de um edifício de alto padrão em Salvador. O empreendimento foi embargado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) por estar localizado em área tombada como Patrimônio Cultural da União.

Diante da denúncia, a Comissão de Ética da Presidência abriu um processo para apurar a conduta de Geddel e aplicou uma censura pública ao ex-ministro da Secretaria de Governo (é a punição máxima a um ex-servidor).

Defesa

No processo, a defesa de Geddel negou irregularidades por parte do ex-ministro e mencionou pareceres segundo os quais não havia indicação contrária à construção do prédio na Bahia. Os advogados afirmaram, também, que Geddel não influenciou politicamente a decisão dos órgãos competentes, acrescentando que não existem detalhes sobre as supostas “investidas indevidas”.

Ao analisar o caso, a juíza Diana Wanderlei entendeu que os argumentos da defesa não conseguiram contrapor, “de forma plena e convincente”, os indícios apontados pelo Ministério Publico Federal.

Geddel está preso desde setembro passado, no presídio da Papuda, em Brasília, por outras ações judiciais.

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