No primeiro debate, dublê de Bolsonaro rouba a cena

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Na base do grito, Cabo Daciolo (Patriota) se apresenta com discurso semelhante a candidato do PSL. Em um debate que não trouxe grandes novidades de propostas para o eleitorado, nem mesmo confrontos acirrados, o candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) virou o principal alvo dos adversários.

Realizado pela TV Bandeirantes na noite desta quinta-feira, o debate também apresentou um nanico na disputa. Cabo Daciolo, do Patriota, que sequer era cotado nas pesquisas de intenção de votos até o momento, teve o grito como seu aliado para se destacar perante seus adversários. Evangélico e militar da reserva do Corpo de Bombeiros, Daciolo mostrou que seu objetivo principal é captar votos do mesmo eleitorado disputado por Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas de intenção de voto em cenários sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista, embora seja candidato do PT, está preso em Curitiba e dificilmente terá permitida a candidatura.

O debate foi o primeiro realizado entre os presidenciáveis. Alckmin, que já disputou a Presidência em 2006, foi o único dos candidatos que teve as perguntas estouradas pelos candidatos adversários. Por duas vezes , não pode ser mais questionado. Como consequência, foi o também o único dos candidatos que conseguiu expor um pouco mais suas propostas a respeito de saúde, educação e privatizações. Mesmo assim, nada que fosse considerado novidades do que sempre defendeu frente ao governo de São Paulo. Nem mesmo do que o seu partido, o PSDB, e um dos seus principais aliados, o DEM, sempre defendeu, como a reforma da Previdência, a Tribubária e trabalhista, aprovada em 2017.

Trabalho e emprego

Enquanto candidatos como Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL) defenderam rever a reforça trabalhista aprovada no governo atual de Michel Temer, Alckmin afirmou que defende a manutenção dela, que segundo ele é necessária para a geração de emprego e renda. “Sempre defendi a reforma trabalhista que era necessária”, afirmou o tucano.

A reforma da Previdência, tema que tem sido destacado ao longo dos últimos anos nas disputas presidenciais, mas que nenhum presidente até agora teve apoio do Congresso para aprovar, foi um dos temas mais destacados. Em apoios partidários, o tucano também foi o mais questionado, especialmente pelo reforço que teve na sua candidatura com a aliança dos partidos do Centrão, grupo que era diretamente ligado ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que está preso.

Que Temer?

O candidato do MDB, Henrique Meirelles, por sua vez, ignorou a figura do atual presidente Michel Temer, que chegou a lançar uma carta em defesa da sua candidatura. Com o alto índice de rejeição de Temer, Meirelles preferiu defender a política do Bolsa Família, bandeira do governo do ex-presidente Lula. Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede), que também atuaram nos governos petistas, evitaram citar nomes, mas falaram de ações como a transposição do Rio São Francisco.

Moro juiz

Álvaro Dias (Podemos), novato na disputa presidencial, defendeu a Operação Lava Jato e prometeu convidar o juiz federal Sérgio Moro para ser seu ministro da Justiça.

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