Caminhoneiros desistem de protesto nesta quarta

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Categoria quer apenas conversar com a ANTT sobre a nova tabela do frete e o reajuste no preço do diesel.

O protesto marcado pelos caminhoneiros para esta quarta-feira (12) em frente à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), na sede em Brasília, foi cancelado.

A categoria quer agora apenas conversar com a agência e entender melhor as medidas anunciadas nos últimos dias.

“A ANTT começou a se posicionar antes de irmos lá e nós precisamos reconhecer isso”, afirmou Wallace Landim, conhecido como Chorão, um dos líderes dos caminhoneiros autônomos, e que ganhou destaque durante as paralisações de maio.

Logo após o anúncio de alta de 13% no preço do diesel pela Petrobras, caminhoneiros voltaram a cogitar se mobilizar para novas paralisações. Um ato em frente ao prédio da agência foi marcado e uma invasão chegou a ser cogitada caso os interesses dos motoristas não fossem atendidos.

Segundo Landim, apenas as lideranças dos Estados irão a Brasília para conversar com a agência e entender melhor como funcionará a fiscalização da tabela do frete. “Estamos tentando agendar, mas se a gente estiver lá na porta, eles falam com a gente. Nunca negaram nos receber”, afirmou.
No grupo de Facebook União dos Caminhoneiros do Brasil (UDC), Santiago Edmilson Carneiro, disse em vídeo que a mobilização havia sido momentaneamente suspensa, mas que poderia haver atos em Brasília no dia 9 de outubro. Data da audiência pública que irá debater a fiscalização.

A Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) e a CNTA (Confederação Nacional dos Caminhoneiros afirmaram ser contrárias a novas paralisações. As entidades que lideraram a paralisação de 11 dias em maio, dizem que estão negociando uma reunião com a Casa Civil para falar sobre o preço do combustível e a tabela do frete.

Na sexta-feira, 31 de agosto, a Petrobras anunciou reajuste de 13% no diesel nas refinarias, após nova metodologia e alta do dólar. O preço do diesel, uma das reclamações dos caminhoneiros que provocou a paralisação em maio, estava congelado desde junho por meio de um subsídio do governo acordado para acabar com greve.

A alta de 13% do diesel levou então à ameaça de uma nova greve da categoria liderada pela UDC.

Após o rumor de uma nova paralisação, a ANTT divulgou uma nova tabela do frete, reajustada em média de 3%, e o início da fiscalização do cumprimento dos preços mínimos para o transporte rodoviário de cargas.

Entre esta sexta-feira (7) e domingo (9), a agência anunciou que notificou 33 empresas que estavam praticando preços abaixo do piso. A intenção da agência é começar a multar os infratores, assim que uma nova resolução seja adotada.

A nova tabela, porém, não agradou os caminhoneiros nem o setor produtivo, que relata prejuízos bilionários com o aumento do custo do frete.

 

*Com agências

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