Dólar fecha no maior valor da história

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Tensão eleitoral aumentou com estado de saúde de Bolsonaro e expectativa com divulgação de nova pesquisa do Datafolha nesta sexta-feira (14).

O dólar fechou nesta quinta-feira, 13 de setembro, no maior valor da sua história, com aumento da tensão em relação à corrida eleitoral no Brasil. A moeda dos EUA terminou nos R$ 4,196, uma alta de 1,21%.

O recorde anterior havia sido alcançado em 21 de janeiro de 2016, quando a divisa foi a R$ 4,1655. Na época, o mercado refletiu ruídos de comunicação na política monetária do Banco Central, que manteve a taxa Selic em 14,25%, quando agentes do mercado esperavam uma elevação da taxa.

Neste mês até agora, o dólar já subiu 3,03% ante o real. Nesta quinta-feira, marcou a máxima de R$ 4,2069 e a R$ 4,1245 na mínima do dia, logo depois da abertura dos negócios.

O mercado refletiu as preocupações com o desempenho nas eleições de Jair Bolsonaro, líder nas pesquisas e o novo “querido” do mercado financeiro, depois que ele foi submetido nesta quarta-feira à noite (12) a uma cirurgia de emergência após ser esfaqueado no último dia 6.

O anúncio do PSL de que a alta hospitalar do candidato deve atrasar trouxe dúvidas sobre como ele defenderá a liderança nas pesquisas de intenção de votos.

Na última pesquisa do Datafolha, Bolsonaro perde para os principais oponentes nas simulações de segundo turno.

O temor é que ele não consiga voltar a fazer campanha de rua nem no segundo turno das eleições.

Nesse contexto, as próximas pesquisas de intenção de voto – um novo levantamento Datafolha tem divulgação prevista para amanhã (14) – tendem a aumentar o nervosismo do mercado, o que deve se traduzir em volatilidade elevada para as próximas sessões.

O temor de fortalecimento do PT, de Fernando Haddad, é sustentado por especulações sobre as estratégias dos partidos rivais para as próximas semanas.

A incerteza também se concentra na atuação do PSDB, de Geraldo Alckmin, – nome mais alinhado à agenda do mercado -, que não consegue melhorar sua pontuação com o eleitorado, a despeito do grande tempo de exposição em rádio e TV.

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