Nove capitais e 16 cidades registram atos pró-Bolsonaro

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Partidários do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, se reuniram neste domingo, dia 30, na Avenida Paulista em São Paulo e em outras oito capitais, um dia depois de manifestações contra o candidato terem acontecido em todas as capitais do país e do exterior. Pelo menos outras 16 cidades ao redor do Brasil também tiveram atos favoráveis ao candidato. Na capital paulista, militantes e candidatos fizeram um apelo para eleitores de João Amoêdo (Novo), Álvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckimin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) se unirem em torno do capitão, na esperança de uma vitória no primeiro turno.

Em discurso aos manifestantes, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), e o candidato ao Senado Major Olímpio (PSL) criticaram o PT. A PM não divulgou estimativa de público na manifestação, que ocupou três quarteirões da Avenida Paulista. Olímpio disse que se a candidatura de Bolsonaro crescer “mais um Alckminzinho” – cinco ou seis pontos porcentuais nas pesquisas – seria possível vencer a eleição ainda no primeiro turno.

Em áudio, gravado no Rio de Janeiro, e divulgado durante a manifestação, Bolsonaro repetiu o mantra. “Vamos ganhar essas eleições no primeiro turno. A diferença será tão grande que será possível qualquer possibilidade de fraude. Chega de PT e de PSDB.” O vice de Bolsonaro, general reformado Hamilton Mourão (PRTB), chegou a ser anunciado, mas não participou do ato.

Atos favoráveis ao candidato Bolsonaro ocorreram em outras oito capitais e 16 cidades, em oito Estados e no Distrito Federal.U ma parte das manifestações consistiu em carreatas e buzinaços, como foi o caso de Brasília e Recife. Foram registrados atos também em Maceió, Manaus, Belo Horizonte, Porto Alegre, Belém, Florianópolis e Cuiabá. Cidades menores, como Niterói (RJ), Foz do Iguaçu (PR), Tubarão e São José (SC) e Uberlândia (MG), além de 11 cidades do interior paulista, também tiveram protestos favoráveis ao candidato do PSL. Na maioria deles, as Pms locais não divulgaram estimativas de público.

No caminhão de som, militantes ressaltam a participação feminina no evento – dizendo que as mulheres são mães, amigas, que cuidam da casa, dos homens e da família. Eduardo Bolsonaro falou às mulheres que apoiam seu pai. “As mulheres de direita são mais bonitas que as da esquerda. Elas não mostram os peitos nas ruas e nem defecam nas ruas. As mulheres de direita têm mais higiene”, disse o deputado, que ainda criticou o autor do atentado contra Bolsonaro, Adelio Bispo de Oliveira. “Meu pai não tomou uma facada por alguém que queria tomar a carteira dele. Eles estão com medo”, concluiu.

Eduardo Bolsonaro também falou sobre a hipótese de vitória de Fernando Haddad (PT). “Ele dará indulto para o Lula no dia seguinte”. Além disso, afirmou que se o pai for eleito, o ex-presidente Lula não terá privilégios. Ele irá cumprir pena em um presídio comum”. Ainda de acordo com ele, o Brasil não será “governado da cadeia como o PCC”, em uma referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba.

Os discursos mantiveram a narrativa que tem acompanhado a campanha de Bolsonaro desde o primeiro dia. Gritos contra o PT, Lula, Venezuela e artistas que, segundo os partidários de Bolsonaro, vivem do dinheiro da Lei Roaunet.

A primeira a se pronunciar no carro de som foi a candidata a deputada federal pelo PSL, Carla Zambelli: “A nossa manifestação é verde e amarela. Nossa manifestação tem bandeira do Brasil e não de partidos. Somos movidos pelo amor por uma pessoa que vai mudar o País. Finalmente teremos paz com Jair Bolsonaro na Presidência. Ele é o único presidente que irá fortalecer a Polícia Federal. É a primeira vez em décadas que temos um presidente que fala de Deus com lágrimas nos olhos. O nosso Estado é laico mas não é ateu”, afirmou. Em seguida, a candidata iniciou uma oração, finalizada por “ele sim” pelos manifestantes presentes.

Entre os simpatizantes, a certeza de que um resultado diferente da vitória de Bolsonaro será resultado de uma fraude eleitoral. “Se o Bolsonaro não ganhar vai ser roubado. Não vamos sair da rua se isso acontecer”, disse a empresária Helena Dias.

Informações: Estadão

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