‘Efeito Bolsonaro’ faz dólar tombar 2,35% e fechar a R$ 3,76

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Mercado reagia ao forte desempenho do candidato à Presidência pelo PSL no primeiro turno da eleição presidencial deste domingo (7) e à guinada à direita do Congresso.

No primeiro pregão após o primeiro turno da eleição presidencial foi de euforia, com o desempenho expressivo de Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL, no primeiro turno da eleição deste domingo (7) e a guinada à direita do Congresso Nacional.

O dólar, que chegou a despencar 3% logo na abertura dos negócios, fechou com queda de 2,35% para R$ 3,766.

O candidato do PSL ficou 46% dos votos, acima do previsto nas pesquisas, contra 29% de Fernando Haddad (PT) na eleição de domingo, torna-se a segunda maior força política do país no Congresso, à frente do PSDB e do MDB. Seu partido ficou 52 cadeiras na Câmara, contra o ainda líder PT, que somou 56.

Bolsonaro tornou-se o candidato preferido do mercado financeiro à medida que o tucano Geraldo Alckmin perdeu força nas pesquisas eleitorais. A indicação do liberal Paulo Guedes como seu mentor econômico, que sustenta um discurso favorável às privatizações e às reformas, é a explicação para essa escolha. Boa parte do mercado também rejeita a volta de um governo petista e sua gestão heterodoxa da economia.

“O desempenho de Bolsonaro no primeiro turno o mantém como favorito na disputa, seja pela votação recebida –muito próxima dos 50%– seja pelo quadro das disputas nos estados ou, ainda, pela equiparação de armas na campanha de segundo turno”, escreveu a XP Corretora.

A queda só não era maior porque também havia no mercado apostas de que Bolsonaro poderia ser eleito presidente já no primeiro turno e dado o quadro externo desfavorável nesta sessão.

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