Facebook estaria desenvolvendo uma moeda digital para o WhatsApp

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De acordo com uma fonte da Bloomberg, o Facebook está desenvolvendo uma criptomoeda que vai permitir aos usuários do WhatsApp transferir dinheiro através do serviço de mensagens. A empresa está estudando oferecer o serviço primeiro na Índia e, havendo resultado positivo, poderia expandir a oferta para outros países.

No início do ano, o Facebook proibiu qualquer publicidade que promovesse criptomoedas na plataforma. A empresa alegou na época que as propagandas estavam associadas a práticas promocionais enganosas. Em julho, a rede social resolveu ser um pouco mais flexíveis, e liberou os anúncios para algumas empresas do ramo. Assim, fica bem claro que a rede social não se opõe à ideia de usar moedas digitais e, inclusive, estaria desenvolvendo uma alternativa própria.

Segundo a reportagem, a moeda foi identificada como “stablecoins” (moedas estáveis), que teria um valor atrelado a algum ativo do mundo real, como o dólar americano, por exemplo.

Aposta na Índia como o mercado de testes é uma decisão arriscada, dado o grande número de usuários. De acordo com a Bloomberg, o WhatsApp possui cerca de 200 milhões de usuários no país, que receberam 69 bilhões de dólares em remessas em 2017. Ou seja, oferecer aos usuários do WhatsApp a possibilidade de transferir criptomoedas via aplicativo é um projeto audacioso, mas se o resultado for positivo, o Facebook terá um enorme sucesso e vai definitivamente popularizar as criptomoedas e a blockchain como um tudo.

Não é totalmente surpreendente que a rede social esteja desenvolvendo uma criptomoeda. Em maio, a empresa criou um grupo dedicado a estudar a blockchain sob o comando do antigo presidente do PayPal, David Marcus, que originalmente se juntou ao Facebook para executar o aplicativo Messenger.

Por fim, a fonte ligada à publicação não ofereceu detalhes sobre quando teríamos o anúncio oficial desta “stablecoin”, mas, neste momento, a equipe parece estar finalizando a estratégia do projeto. Muito provavelmente, pode ser que ainda leve algum tempo para que isso se tornar algo concreto. Ou talvez seja apenas uma estratégia do Facebook para tirar o foco da crise de privacidade que vem abalando a plataforma no último ano. Quem sabe?

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