Dos 10 parques aquáticos mais visitados na América Latina, seis são brasileiros

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O Brasil tem se firmado, cada vez mais, como um dos principais destinos latino-americanos de parques aquáticos. É o que diz o relatório Theme Index 2018, elaborado pela TEA/AECOM (Associação das Empresas de Entretenimento, na tradução livre), que apontou que seis parques brasileiros estão entre os dez mais visitados na América Latina. O destaque foi para o Thermas dos Laranjais, localizado em Olímpia (SP), que lidera o ranking no Brasil e na América Latina, além de ser o quarto mais visitado em todo o mundo.

Para o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, resultados como esse reforçam o potencial do Brasil para desenvolver o setor e converter turismo em geração de emprego e renda para a população. “Temos tido respostas bastante positivas das nossas ações em todos os segmentos, e isso só vem para confirmar que estamos no caminho certo quando apoiamos vocações, oferecemos ferramentas para estruturação dos destinos e criamos programas para a diversificação da oferta. Criamos um grande estímulo ao turismo doméstico ao oferecer competitividade aos destinos”, avalia o ministro.

Além do Thermas dos Laranjais, em Olímpia (SP), os parques Hot Park, em Caldas Novas (GO); Beach Park, em Fortaleza (CE); Wet’n Wild, em São Paulo (SP); Thermas Water Park, em São Pedro (SP) e Hot Beach, também em Olímpia (SP) estão entre os 10 mais visitados da América Latina. Juntos, eles receberam, em 2018, cerca de 5,8 milhões de pessoas, de acordo com o mesmo levantamento. O índice é 3,5% maior do que o registrado em 2017, quando 5,6 milhões de pessoas passaram pelos locais.

O presidente do Sindicato Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat), Murilo Pascoal, comemorou o crescimento da movimentação de turistas nos parques no Brasil. “O ranking confirma a força do setor de parques no nosso país e sua importância para o turismo na América Latina. Mas temos muito espaço para ampliar os empreendimentos existentes, bem como para estimular o surgimento de novas ofertas, uma vez que a demanda comprovadamente existe. É importante que consigamos vencer batalhas históricas do setor para avançar ainda mais”, ressaltou.

Dados do Sindepat estimam que o setor de parques, como um todo, tenha movimentado em 2018 mais de 30 milhões de visitantes no país, o que resultou em um faturamento de R$ 3 bilhões e empregou mais de 100 mil pessoas direta e indiretamente. De acordo com o Traveller’s Choice, prêmio concedido anualmente pelo site de viagens Trip Advisor a destinos e atrações turísticas de todo o mundo, o Beto Carrero World apareceu na 12ª posição entre os 25 melhores do mundo em 2018. Se o recorte for a América do Sul, os parques brasileiros ocupam 17 dos 25 principais.

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A economista paulistana Emily Christine levou as amigas para o parque Thermas dos Laranjais, em Olímpia (SP), e se surpreendeu com a qualidade da infraestrutura. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação MTur

TURISTAS RECONHECEM QUALIDADE DE PARQUES BRASILEIROS – Não são só os levantamentos estrangeiros que apontam que o Brasil possui alguns dos melhores parques aquáticos do mundo. Os turistas nacionais também são só elogios a estes espaços de entretenimento que fornecem ampla infraestrutura de lazer e diversão.

A bancária brasiliense Fernanda Satomi Ito foi com toda a família ao Hot Park, em Caldas Novas (GO), lugar que encantou seus dois filhos, que visitavam o parque pela primeira vez. “Meus pequenos adoraram e sempre pedem para voltar. Inclusive, um preferiu ir ao parque, no aniversário deste ano, ao invés de receber presentes”, conta Fernanda. Ela avalia que o local não perde, em infraestrutura nem serviços, para grandes parques internacionais. “O parque possui uma excelente infraestrutura como grandes parques como a Disney, guardadas as proporções. É ótimo para as crianças”, conta.

Outra turista empolgada com os parques aquáticos brasileiros é a economista paulistana Emily Christine. Ela foi com amigos ao parque Thermas dos Laranjais, em Olímpia (SP), e conta que se surpreendeu com o local. “Minhas amigas falaram para eu ir nesse parque, mas tinha ficado com certo receio, por ser no interior de São Paulo. Me surpreendi positivamente, a infraestrutura do parque é muito boa, além de ser acessível. Eu recomendo a todos”, destaca.

Edição: Vanessa Sampaio

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