Fecomércio-BA aponta uma queda de 4% no comécio varejista

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Neste feriado, a cidade de Salvador deve se beneficiar com a vinda de muitos turistas internacionais. No entanto, as projeções da Fecomércio-BA apontam para uma queda de 4% no comércio varejista do estado durante este mês.

De acordo com o levantamento do Decolar.com, solicitado pelo Destak, houve redução de 3% de viagens de brasileiros no feriado de Corpus Christi para Salvador, em relação à mesma data comemorativa do ano passado. Enquanto isso, o número de estrangeiros que virão ao Brasil para aproveitar o feriado aumentou em relação ao ano passado. Segundo dados do Decolar, os turistas internacionais adquiriram 336% mais viagens para Salvador, em comparação ao feriado de Corpus Christi de 2018. Vale ressaltar que neste mês ocorre a Copa América, o que pode ter influenciado na maior procura pelo destino.

Além disso, a plataforma de viagens fez outro levantamento, que analisou os check-ins de 19 até 23 de junho deste ano, como parte do feriado de 2019, e comparou com 29 de maio até 3 de junho do ano passado, como parte do feriado de 2018. Segundo a pesquisa, os viajantes internacionais que vão visitar o Brasil durante o feriado vão dar preferência a três cidades: Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, nesta ordem. No ano passado, durante o mesmo período, a ordem era: Rio de Janeiro, São Paulo e Natal.

A Pesquisa Destinos de Corpus Christi 2019 foi realizada com base nas emissões de produtos de turismo entre 19 de junho de 2019 e 23 de junho de 2019 e entre 29 de maio de 2018 e 3 de junho de 2018 de clientes do Decolar. Todos os estudos da empresa de viagens online levam em conta o comportamento dos usuários nos mais de 30 milhões de acessos da plataforma por mês em todo o mundo.

As projeções da Fecomércio-BA indicam uma queda de 4% nas vendas no comércio varejista da Bahia no mês de junho. Essas projeções foram feitas com base nos dados das Pesquisas Mensal e Anual do Comércio, divulgadas pelo IBGE. A Fecomércio-BA elaborou um modelo estatístico levando com conta a sazonalidade dos setores específicos, a inflação geral, entre outros, para obter as variações.

Há dois principais aspectos que explicam essa projeção negativa nas vendas no mês de junho. O primeiro ponto é que a base de comparação é mais forte. Foi em junho do ano passado que os consumidores puderam voltar as compras após o período de greve dos caminhoneiros, ou seja, a demanda reprimida no final do maio foi efetuada no mês em questão. Assim, a comparação foi feita com um mês de comportamento atípico.

A segunda questão é que há indicativos sólidos de que há mais cautela do consumidor diante do quadro de incertezas econômica e política. O índice de Intenção de Consumo da Fecomércio-BA, por exemplo, mostrou queda de 5,2% na média de abril e maio contra o bimestre imediatamente anterior.

“Excluindo o fato atípico que foi junho de 2018, o comércio mostra sinais claros de desaceleração. Não há um movimente generalizado, mas quem está se saindo relativamente melhor são os setores de bens essenciais”, diz o documento.

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