Lima-2019: os seis nomes de destaque no Pan-Americano

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Dezessete dias de competição, uma constelação de quase 6.900 atletas, mais frustrações do que vitórias e alguns nomes para a posteridade.

Segue um resumo dos que brilharam, falharam ou darão o que falar no esporte pan-americano depois dos Jogos Lima-2019.

1: Mijaín López, o adeus do gladiador

O lutador peso-pesado cubano já havia vencido tudo na luta greco-romana. Três medalhas de ouro em Olimpíadas, cinco campeonatos mundiais e quatro pan-americanos. Aos 37 anos, a massa muscular de 1,96 metro desceu do Olimpo para se despedir com um quinto título continental.

Ele não precisava disso, mas López queria – como disse à AFP – que os lutadores que estavam na competição pudessem “tocar com as mãos um campeão olímpico”.

Cortés não maltratou nenhum rival ou permitiu um único ponto contra. Ele retornou ao panteão dos grandes vencedores com mais um ouro pendurado em seu pescoço e um feito difícil de imitar: cinco títulos pan-americanos consecutivos.

2: Yulimar Rojas, dona do salto triplo

Yulimar Rojas chegou para um duelo e ficou sozinha na pista. Ainda assim, competiu furiosamente. Ela marcou 15,11 metros no salto triplo. Medalha de ouro e recorde pan-americano. A venezuelana pegou a coroa da colombiana Caterine Ibargüen, que abandonou Lima por conta de uma lesão. Vinte e três anos, três títulos mundiais (dois em quadra coberta), prestes a confirmar uma vaga em Tóquio-2020 e uma advertência: “Yulimar Rojas ainda tem muito a fazer”. Palavra de rainha.

3: Juan Miguel Echevarría, seguindo os passos de Iván Pedroso

Quatro dias antes de completar 21 anos, o cubano ganhou o presente que queria, a medalha de ouro no salto em distância e avisou:

“Quero ser campeão olímpico, medalhista mundial e, quem sabe, superar a barreira dos nove metros”. E ele não fez essa declaração no calor da hora. Echevarría, que voou 8,27 metros em Lima, é o fruto mais maduro da nova safra do atletismo cubano.

Em 2018m tornou-se o mais jovem campeão em pista coberta, em Birmingham, e, em seguida, ganhou mais destaque ao superar um recorde que durava 23 anos com a marca de 8,83 m na Liga de Diamante, em Roma.

4: Delfina Pignatiello, uma genial garota normal

Aos 19 anos, a argentina Delfina Pignatiello se define como uma garota normal, como “qualquer” outra de sua idade, que gosta das redes sociais e, de vez em quando, ir a uma festa com os amigos. A aparência normal fica por aí, pois Pignatiello foi o fenômeno que revolucionou a natação em Lima-2019 com as medalhas de ouro conquistadas nos 400, 800 e 1.500 metros livre. Seu nome brilhou acima de todos, ofuscando a americana pentacampeã olímpica Nathan Adrian. Tendo como fonte de inspiração o americano de Michael Phelps, a argentina surge ocmo ua promessa para os próximos Jogos Olímpicos. “Não tem limites”, assim a definiu seu companheiro da equipe argentina Santiago Grassi.

5: Luis Scola, o último ouro?

Sobrevivente da geração dourada da Argentina que conquistou o ouro olímpico em Atenas-2004 e há dez anos na NBA, Luis Scola foi ao Peru com a obrigação de vencer. “Viemos para ganhar”, afirmou o ala-pivô de 39 anos. Não falhou e liderou seus companheiros de equipe a triunfo que simboliza o esmagador domínio da Argentina nos esportes coletivos, com medalhas de ouro no futebol, basquete, handebol, rúgbi, softball e vôlei, e no hóquei feminino e masculino. Encerramento perfeito para uma carreira à frente da equipe argentina? Ainda não, pois o Mundial da China (ser disputado entre 31 de agosto e 15 de setembro) é o próximo objetivo: “Esperamos jogar (na China) da melhor maneira possível”.

6: Arthur Zanetti, o fim chegou?

O brasileiro Arthur Zanetti perdeu algo mais que o equilíbrio quando estava se apresentando nas argolas. Um detalhe técnico, que provocou apenas um perceptível balanço das pernas, o tirou do lugar mais alto do pódio, perdendo assim o reinado na modalidade no continente.

O medalhista de ouro olímpico em Londres-2012 e prata quatro anos depois no Rio de Janeiro viu a vitória lhe escapar graças a uma inflamação no ombro direito, que o fez perder força. O ginasta de 29 anos recebeu cabisbaixo a medalha de prata. Talvez, por conta de sua idade, não terá outra oportunidade para subir no lugar mais alto da premiação no próximo Pan-Americano.

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