Crise no PP: partido tenta manter protagonismo na Bahia

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O Partido Progressista na Bahia passa por um período de turbulência inegável. Nacionalmente há uma pressão para que os pepista deixem a nau petista e saltem para a caravela do prefeito de Salvador ACM Neto. Por outro lado, o vice-governador João Leão tem mantido a palavra dada ao ex-governador Jaques Wagner e ao atual Rui Costa e resistido às investidas.

A aliança permanece assegurada pelo menos até 2018. O deputado federal Cacá Leão, filho do presidente estadual do partido, já declarou que o cenário eleitoral do próximo ano ainda é turvo e, portanto, seria contraproducente se posicionar neste momento. O fato é que o planejamento do atual governo mantém a estrutura atual na ocupação das vagas na majoritária com uma mudança: sai Lídice da Mata para entrar um candidato indicado pelo PSD.

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Em 2010, quando a chapa majoritária contava com quatro espaços, dois foram ocupados por petistas (Jaques Wagner e Pinheiro – senado), o PP teve Otto Alencar como vice-governador (depois fundou o PSD e pulou) e o PSB indicou Lídice da Mata. No atual cenário, se não houver impedimentos judiciais, a chapa tem assegurada as presenças de Rui Costa (reeleição) e Jaques Wagner (Senado), o PSD deve indicar o outro postulante ao Senado e o PP manter João Leão na vice.

Mas o perigo mora ai: Ronaldo Carletto, deputado federal do PP, não esconde o desejo de ser candidato ao Senado. Já se cogitou a possibilidade de migrar para o PSD para ocupar a outra vaga. Hipótese ainda não descartada, embora tenha esfriado. O deputado estadual Robinho, apadrinhado por Carletto, é quem manifesta insatisfação com a direção partidária sob orientação do federal.

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