Assessores do PT na Câmara cancelam arraiá após condenação de Lula

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A ideia era a de promover nesta quarta-feira uma confraternização poucos dias antes do recesso previsto de meio de ano, que começa no dia 18 de julho.

Em meio a um clima de comoção que atingiu parlamentares petistas com a condenação do ex-presidente Lula, a assessoria do PT na Câmara Federal cancelou um arraiá “julino” que ocorreria nesta quarta-feira (12).

A ideia era a de promover uma confraternização poucos dias antes do recesso previsto de meio de ano, que começa no dia 18 de julho.

“Tinha um São João, mas suspenderam. Era uma reunião dos funcionários”, afirmou ao bahia.ba o deputado federal Afonso Florence, ex-líder da legenda na Câmara.

Encontro com Lula – Segundo o petista, parte dos oposicionistas ao governo Temer vai embarcar para São Paulo para participar nesta quinta-feira (13) de uma reunião com Lula.

Florence criticou a decisão do juiz Sérgio Moro, que condenou o ex-presidente a nove anos e seis meses de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá.

“Eu li a sentença. É impressionante; tem duzentas páginas. Quem condena com prova condena com duas, três páginas. Ele [Moro] leva vinte páginas se defendendo”, disse o deputado.

Para o parlamentar, o juiz levou em conta apenas delações premiadas. “Não vi alusão à defesa de Lula, às testemunhas e documentos anexados que comprovam que a OAS apresentou o apartamento como dela ao banco […] Eu não sou jurista, mas nem preciso para perceber que é tudo muito frágil”, declarou.

Florence questionou ainda o motivo de Moro não ter determinado a prisão do ex-presidente. “É como se ele dissesse que isso criaria problemas, por não haver provas”, comparou. Em sua decisão, o magistrado alegou que não pediu a prisão de Lula por “prudência”.

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